fevereiro 08, 2010

Os nossos "avós"

A minha vida profissional, embora pautada pela instabilidade, tem sido um arco-íris de experiências que me enchem e me têm ajudado a crescer como pessoa e como fisioterapeuta. Nesta fase inicio um novo projecto relacionado com a psicogeriatria, as demências, centrado num trabalho em equipa e numa aposta revolucionária de abordar aqueles que são as nossas referências, as nossas memórias vivas, os "avós".
Assinalando este projecto, deixo a letra de uma música da Mafalda Veiga, para abanar as mentes. Desafio comentários sobre este tema, relatos de vivências que vos tenham marcado.



Parado e atento à raiva do silêncio
de um relógio partido e gasto pelo tempo
estava um velho sentado no banco de um jardim
a recordar fragmentos do passado
na telefonia tocava uma velha canção
e um jovem cantor falava da solidão
que sabes tu do canto de estar só assim
só e abandonado como o velho do jardim?

o olhar triste e cansado procurando alguém
e a gente passa ao seu lado a olhá-lo com desdém
sabes eu acho que todos fogem de ti pra não ver
a imagem da solidão que irão viver
quando forem como tu
um velho sentado num jardim

passam os dias e sentes que és um perdedor
já não consegues saber o que tem ou não valor
o teu caminho parece estar mesmo a chegar ao fim
pra dares lugar a outro no teu banco do jardim

o olhar triste e cansado procurando alguém
e a gente passa ao teu lado a olhar-te com desdém
sabes eu acho que todos fogem de ti pra não ver
a imagem da solidão que irão viver
quando forem como tu
um resto de tudo o que existiu
quando forem como tu
um velho sentado num jardim

passam os dias e sentes que és um perdedor
já não consegues saber o que tem ou não valor
o teu caminho parece estar mesmo a chegar ao fim
pra dares lugar a outro no teu banco do jardim
o olhar triste e cansado procurando alguém
e a gente passa ao teu lado a olhar-te com desdém
sabes eu acho que todos fogem de ti pra não ver
a imagem da solidão que irão viver
quando forem como tu
um resto de tudo o que existiu
quando forem como tu
um velho sentado num jardim

Perceba melhor os seus músculos (parte II)

Começo por pedir desculpa aos meus queridos leitores por ter passado tanto tempo desde o último post. Tenho andado em mudanças profissionais, mas de forma alguma pretendo deixar de dar continuidade a este blog. Podem continuar a contar com as minhas sugestões e divagações. Eu continuo a contar com os vossos comentários.
Vamos então para a segunda parte do tema músculos. Como escrevia no primeiro post existem as fibras tipo I, tónicas, lentas, resistentes e conhecidas do público sob o nome de Vermelhas e as fibras tipo II, fásicas, rápidas, pouco resistentes e com o nome artístico de Brancas.
Durante muitos anos a Fisioterapia tem-se preocupado com o fortalecimento concêntrico (em encurtamento) dos músculos. Se esta preocupação é benéfica no que concerne os músculos fundamentalmente dinâmicos, o mesmo não acontece com os músculos mais estáticos. Ao trabalhar o encurtamento de músculos que por defeito já têm essa tendência, estamos a contribuir para diminuir a sua eficácia, aumentar o risco de lesão e de patologia articular por aumento do achatamento das articulações. Procurando trocar isto por miúdos para o senso comum. Se uma articulação sofre de uma artrose, existindo por isso uma destruição parcial das supercificies que se articulam e uma dificuldade em produzir movimento, se os músculos estáticos ainda diminuirem o espaço articular, a dor será inevitável. Imagine uma dobradiça sem óleo. Muitas vezes levantamos a porta, para abrir espaço na dobradiça e conseguir abrir/fechar a porta. Nada mais do que um alongamento da musculatura estática que está a causar problemas.
A Reeducação Postural Global (RPG) é um conceito revolucionário, não só pela sua perspectiva global, mas porque reflete sobre a importância da função estática e procura abordá-la na sua especificidade.
Conclusão? Não se tratam colunas com fortalecimento concêntrico da sua musculatura estática, mas com alongamentos, posturas de alogamento, tracção, libertação da camisa de forças em que a nossa função estática se pode tornar.

janeiro 19, 2010

Anti-inflamatórios? Não obrigado.

A auto-medicação é uma práctica altamente perigosa. É de conhecimento geral que a medicação tem também o nome de drogas. A única diferença em relação ao que associamos a este nome é que a maioria não causa dependência. Contudo, os medicamento têm muitos efeitos secundários e estes não devem ser esquecidos quando, com leveza, fazemos uso deles. Uma leitura na horizontal da bula é suficiente para perceber que as famosas pastilhas não são criaturas assim tão inócuas.
A quantidade de anti-inflamatórios ingeridos dispara entre os atletas e a faixa etária mais avançado, mas a sua utilização indiscrimidade é quase um fenómeno social.
Os anti-inflamatórios aportam ao nosso organismo prostaglandinas, responsáveis pela diminuição da inflamação, contudo inibem igualmente a producção desta substância pelo nosso corpo. Outro efeito catastrófico é ao nível do estomâgo. Gastrites, úlceras, hemorragias gástricas, entre outras, são  um conjunto de doenças a que nos expomos.
Anti-inflamatórios em pomada? Esqueça, para ter efeitos teria de utilizar 3 pomadas por dia...
Anti-inflamatórios? Não obrigado, só se responsavelmente prescritos por um médico.
Em substituição o que pode fazer?

Para diminuir a dor tome medicação exclusivamente analgésica como o paracetamol, nas dosagens correctas. Fale com o seu médico ou farmacêutico. Leia as bulas. Depois poderá abrir os seus horizontes e explorar medicamentos homeopáticos como a arnica, um anti-inlamatorio sem os anteriores efeitos secundários, que está disponivel nas farmárcias em granulado e em pomadas.

Notas: Para não tornar este post demasiado exaustivo, fiz uma abordagem muito simples. No entanto, devido à importância deste assunto sugiro que perca alguns minutos na internet a investigar. Estou disponivel para responder a questões.

janeiro 09, 2010

Perceba melhor os seus músculos (parte I)

Todos sabemos que os conhecimentos que hoje dispomos são limitados e redutores. Em ciência os conceitos são verdadeiros até ao dia em que se prova que são falsos. Isso não me choca. É a vida. Vamos fazendo uma aproximação lenta à verdade. Dá  interesse à vida porque torna tudo dinâmico, vivo, palpitante.

O que me incomoda verdadeiramente é que a ciência evolua e no dia-a-dia continuemos a utilizar os conceitos que estão ultrapassados.

Hoje gostaria de falar um pouco sobre os nossos músculos, as suas fibras e a aplicabilidade deste conceito. É um bom exercício para leigos e não leigos na materia.

É de conhecimento geral que os nossos músculos são constituidos por fibras musculares. Existem diferentes tipos de fibras, com diferentes caracteristicas. Vou-me permitir ser grosseira e utilizar apenas a classificação mais simples.
Existem as fibras tipo I, tónicas, lentas, resitentes e conhecidas do público sob o nome de Vermelhas. Depois temos as fibras tipo II, fásicas, rápidas, pouco resitentes e com o nome artístico de Brancas. Os músculos são uma mistura das duas, mas existem predominâncias. Os músculos da estática, músculos destinados a estabilizar para que outros possam produzir movimentos apresentam uma maioria de fibras tipo I. São estes por exemplo os pequenos músculos da nossa coluna, os músculos posteriores da coxa entre outros. São músculos pouco fatigávies pois estão sempre a trabalhar, mesmo quando estamos parados, em pé ou sentados. Os músculos dinâmicos, destinados a produzir grandes movimentos têm uma maioria de fibras tipo II.

E porque vos canso com estas questões teóricas? Porque esta é uma informação que conhecemos há tanto tempo e que temos infantilmente desprezado na nossa práctica clínica e no exercício. Porque estudar um semestre este assunto se ele depois não é tido em consideração na nossa prática?
Não ensinamos uma criança a nadar colocando-a numa bicliceta, do mesmo modo não ensinamos os músculos predominantemente estáticos a estabilizar fortalecendo-os com exercícios dinâmicos. Pelo contrário, estamos a tornar estes músculos que têm uma grande tendência para o encurtamento, ainda menos flexíveis e cada vez mais encurtados. E é assim que aparece a patologia articular.

Deixemos de tratar colunas como se fazia do século passado, com lombares, abdominais à tropa, calor e massagem!

O exercício tem feito um esforço muito interessante neste sentido com a introdução do treino do core.
Depois desta explicação deixo uma imagem dum exercicio que espero nunca ver um leitor deste blog fazer. Não só pela fisiologia muscular mas também pelo respeito das nossas curvaturas, pelo respeito da biomecânica!! Quantos de vós sentiram dor após este exercício?


Qual o interesse de estimular a hiperlordose?
Deixo-vos com algumas imagens de exemplos de exercícios muito interessantes. Se não tem patologia procure um bom profissional do exercício que lhe explique o que é o treino do core. Se já tem dor ou alguma patologia diagnosticada, procure um fisioterapeuta.


janeiro 02, 2010

Afinal o que é a Osteopatia?

Foi interessante a reacção ao post anterior. Não, não somos seres assim tão tão racionais. São os assuntos que tocam os nossos sentimentos e emoções, que beliscam a nossa hierarquia de justiça que nos abanam e nos mobilizam.

Aproveito para desejar que encarem este ano como um início. Somos tantas vezes copos que só necessitam de uma gota de água para transbordar, nas nossas relações, nos nossos trabalhos. Vamos deitar toda a água fora e começar de novo. Boa sorte. Bom percurso de mudança.

Falando sobre mudança, hoje gostava de abrir um pouco a janela deste tema "Afinal o que é a Osteopatia?", de uma forma muito simples e muito minha.
Muitas pessoas pensam que os osteopatas são uma especie de endireitas mais sofisticados, outros que é algo que só se procura se os "seguríssimos" métodos tradicionais não funcionarem, outros recorrem mas às escondidas dos médicos porque esta é uma terapia "alternativa" e como alternativa não é bem aceite pela comunidade científica e depois os médicos podem ficar chateados... E você que está a ler este post, o que pensa?

A Ostepatia é uma abordagem terapeutica muito interessante, que ao contrário do que se pensa não tem nada de alternativo ou de ilícito. É uma abordagem bem suportada teoricamente e que necessariamente vai crescer em Portugal e na Europa. Por exemplo nos EUA ninguém acha estranho que se recorra aos quiropratas ("primos dos osteopatas"). O grande problema é que a ciência e a medicina rotulam as coisas que conhecem e dominam como boas e as outras... É verdade, falta passar o teste do método experimental, embora já tenha passado o teste dos doentes. Contudo, trata-se de um ciclo vicioso. Não é reconhecida, não é praticada em contexto clínico, não há apoios nem motivação para "perder" horas a escrever papers sobre o assunto.

E pronto, já fugi do tema. Vou utilizar um pequeno exemplo. Imaginemos uma fábrica cheia de trabalhadores, uma empresa, o nosso local de trabalho. A estrutura desta empresa são os trabalhadores. Em todos os trabalhos existem sempre os que trabalham mais e aqueles que se baldam um pouco. No final o trabalho aparecerá necessariamente feito porque os mais trabalhadores vão compensar o trabalho que deixou de ser feito pelos preguiçosos. Quem tem mais desgaste? Os trabalhadores exemplares. Um dia este sistema de equilíbrio entra em falência e começam a surgir os problemas. Os empregados não são mais do que os componentes do nosso corpo, por exemplo as articulações entre as nossas vértebras. Onde aparecerá a dor? Nos trabalhadores que mais trabalham. O que faz a Osteopatia? Como um patrão, circula pela empresa procurando encontrar os trabalhadores preguiçosos e colocando-os a trabalhar. Um novo sistema de equilibrio se inicia, porque no final de contas o grande objectivo e o trabalho final, potenciar o movimento do nosso corpo e eliminar a dor.

Um dos primeiros lemas da Osteopatia é "find it, fix it and leave it alown". Encontra a lesão, trata-a e deixa-a que o corpo fará o resto do trabalho. É por isso que na Osteopatia não existem tratamentos diários. O nosso corpo é o principal médico dele mesmo, só precisa de ajudas pontuais. Assim sendo, os profissionais de saúde deveram ser mais facilitadores de saúde e menos intervencionistas.

dezembro 21, 2009

O caos na Fisioterapia

Não porque me sinta deprimida mas por uma questão de trazer a público a verdade dos factos, hoje gostaria de fazer uma análise factual à evolução da minha profissão nos últimos anos.
Não critico, analiso. Não procuro tirar a esperança nem dizer que está tudo mal, mas fazer chegar às pessoas uma realidade que desconhecem. Acabar com mitos para que de uma vez por todos esta profissão possa crescer como merece.

Quando eu terminei o secundário "corria" a ideia que os cursos de saúde eram o futuro. Um mito. Quando iniciei o meu curso de fisioterapia havia 5 escolas de fisioterapia, quando terminei havia 16. Um número inacreditável para o mercado existente. Para vos dar uma ideia, o Piaget de Silves começou a abrir 80 vagas por anos. A minha questão é a seguinte? Existiam muito mais de oitenta fisioterapeutas no Algarve? Se todos os admitidos terminassem o curso estariamos só na primeira "fornada" a duplicar o número de fisioterapeutas. Não existe ninguém no Ministério da Saúde e no da Educação a fazer contas?
Já fez um seguro de saúde? Quais são os serviços que apresentam sempre plafons limitados? A Fisioterapia e a Medicina Dentaria. Ou seja, se quer fazer fisioterapia pague. Nem entro no absurdo da questão de o Estado admitir alunos de dentária e depois não ter este serviço no público ou comparticipar o mesmo.

Depois entramos nos valores ridículos que os seguros pagam às clínicas por tratamento ou mesmo o Estado. Quem tiver curiosidade pode consultar as tabelas. Pouco mais de dez euros em funções dos tratamentos que realize. Se reflectir um pouco chegará à conclusão que jamais uma clínica que estabeleça acordos com a caixa ou a maioria dos seguros poderá realizar um tratamento de fisioterapia digno. Sim, porque lamento desiludir as massas mas só electroterapia não é fisioterapia. Calor e massagem não é fisioterapia. Chega de deitar a areia para os olhos das pessoas.

Depois podemos ainda divagar sobre os salários dos fisioterapeutas. Peço desculpa, salário não. Em fisioterapia 70% dos fisioterapeutas nunca terão direito a um salário. Ganha-se uns trocos à hora, a recibos verdes, pagando no mínimo 150€ à Segurança Social, não tendo direito a férias e retendo mais 20% dos miseráveis trocos para o IRS. E não podem ir trabalhar para um hospital? Não, não podem porque como é óbvio 20 fisioterapeutas são mais do que suficientes para as necessidades de um hospital. Depois vão ter de esperar uns anos para que os nossos colegas se reformem para poder entrar num hospital e ganhar 900 maravilhosos euros para o resto da vida.
Agora estarão certamente curiosos de saber quanto ganha um fisioterapeuta à hora. Há muitos boatos. Eu estimo uma média de 7  a 8,5€ em Lisboa e 8 a10€ no Algarve. Sem descontos. No Norte e interior consta que ainda é pior. Os mais interessados poderão ter acesso às mais incriveis propostas de trabalho dos centro de emprego. A mais recente que eu vi era de 500€, 6 dias por semana, 8 horas por dia. Estaremos todos a falar de pessoas que concluiram uma licenciatura? Para mim, isto é uma vergonha.
Seria tão dificil criar uma tabela como têm os farmacêuticos?
Aceitam-se apostas para o preço da formação/dia em fisioterapia? Uma média de 100€ por dia para continuarmos a melhorar e a não desistir daquilo que nos apaixona, melhorar a qualidade de vida das pessoas.

Para terminar, um grande elogio para todos os meus colegas. Apesar deste cenário negro, os cursos continuam a ter participantes, e o sonho de fazer o melhor pelas pessoas que a nós recorrem está vivo.

A si utente, procure fisioterapia de qualidade, exija tempo e empenho.


2010 será sem dúvida um ano melhor para a fisioterapia e para os doentes porque "aqui é permitido sonhar".

dezembro 10, 2009

Um futuro melhor para os nossos bebés

Este fim-de-semana estive numa das minhas formações e o professor disse uma coisa que realmente me tocou, deixando-me a pensar. Disse que se realmente queríamos fazer algo pela humanidade tínhamos de aprender a tratar bebés. Descodificando a afirmação, o parto é um processo traumático que pode deixar muitas marcas no crânio do bebé. Tratando-se de um parto em que se utiliza forceps ou ventosas a probabilidade de deformação do crânio aumenta. A criança vai crescer com estas mesmas alterações que se podem traduzir em problemas múltiplos como uma escoliose, problemas de visão, deglutição, hiperactividade, entre muitas outras.
Visualizem uma ponte ou um prédio que se constrói sobre um pilar ligeiramente inclinado. Por muito pequena que seja a inclinação, os problemas na construção serão enormes.
Durante o crescimento as suturas do crânio vão-se fechando, e embora persista sempre um micro movimento, a capacidade de "moldar" o crânio torna-se mínima.

Assim, queridos pais, antes que os vossos filhos deixem de ser bebés, consultem um profissional que realize trabalho craniano, alguém com formação em osteopatia ou em terapia sacro-craniana. Nos casos menos complexos, com uma ou duas sessões as lesões intra-ósseas serão corrigidas.

E aqui está a genialidade da frase do professor. Tratar antes que os problemas se tornem definitivos, intervenha. Prevenir para que o futuro seja mais sorridente.

dezembro 09, 2009

Estante de leitura

Hoje proponho um desafio de observação. Abaixo poderá observar 4 imagens. O desafio é identificar as diferenças na postura de leitura e de trabalho no portátil quando se utiliza uma estante de leitura. Depois pense um pouco sobre o que um pequeno objecto poderá fazer sobre o seu trabalho e sobre as notas do seu filho. Boa sorte!!

    
    

novembro 28, 2009

A minha marquesa de RPG


É com muito entusiasmo que informo os leitores deste blog que finalmente tenho a minha marquesa de RPG.

Após muitos tratamentos em tapete, o grande dia chegou. A marquesa é linda, creminha e está pronta para receber todos aqueles que desejem ter uma palavra a dizer na sua postura.

Fotografias? Para abrir a curiosidade não vou colocar a foto da marquesa, fica "apenas" este lindo desenho esquemático que procura mostrar o que é uma marquesa de RPG. Sim, é bem dura, para que as correcções efectuadas não se afundem na esponja.

Agradeço do fundo do coração ao Nuno, pela disponibilidade e emprenho com que me ajudou. E ao meu Pedro pelo tempo que perdeu e por todas as ajudas durante o processo de construção da senhora marquesa.

novembro 22, 2009

Ciclovia Lx

Este post já anda na minha cabecita há uns tempos, mas hoje finalmente decidi escreve-lo. Fico contente quando me dizem que têm lido o meu blog e que de alguma forma isso tem sido útil no seu dia-a-dia. No fundo, para além de publicidade, esse é o grande objectivo deste blog: informar, aconselhar, levar a qualidade de vida a todos, motivar para uma mudança de estilo de vida.

Ciclovia Lx. Há uns domingos atrás peguei na bicicleta e tentei inutilmente colocá-la no meu carro. Não cabia. Claro. Mas as coisas não acontecem por acaso. A vontade era muita e obtei por iniciar o meu passeio a partir de casa.
Tive uma grande surpresa e quero partilhá-la. Está a crescer a alta-velocidade, não a linha do TGV, mas uma ciclovia em Lisboa. Depois de anos e anos a reclamar que nós tínhamos tudo para ser em país onde a bicicleta podia vingar como meio de transporte, alguém resolveu meter mãos à obra.
Nem tudo é crise, nem tudo é Gripe A, nem tudo é desemprego. No nosso país também estão a crescer coisas boas. Eu já descobri o percurso que faz Monsanto-Colombo-Telheiras-Campo Grande-Entrecampos. Mas existe muito mais. A quem está a construi-la, uma palavra de força. Continuem. A quem ainda não a descobriu, toca a tirar a bicicleta de casa e a aproveitar este clima incrível com que somos presenteados neste rectângulo. Se em Amesterdão é possível, nós não temos desculpas.

NOTA para os senhores: comprem um selim apropriado para diminuirem a pressão sobre a próstata.

Um desafio: tornemos esta capital uma capital da bicicleta.

O ambiente não depende apenas dos políticos que agora se reunem em Copenhaga. Depende de nós.

A nossa saúde não depende apenas da sorte, da genética e dos profissionais de saúde que nos atendem. Depende de nós.