janeiro 22, 2019

Fratura Obstétrica da Clavícula

Muitas vezes a clavícula consolida mas as tensões em torno desta e do seu calo ósseo persistem, o bebé tende a discriminar um pouco o bracinho desse lado e a não rodar a cabeça com a mesma frequência para os dois lados. Sendo um ser em crescimento, estas assimetrias condicionam o seu desenvolvimento harmonioso. 
Deixo-vos a minha recomendação sobre a marcação de consulta nestes casos e um texto médico sobre o tema.
https://www.educare.pt/opiniao/artigo/ver/?id=116623&langid=1

dezembro 18, 2018

Cordão umbilical curto ou enrolado na cervical

Sabia que um bebé que nasce com um cordão enrolado na cervical (circular) ou um cordão curto pode ter mais complicações digestivas, alterações respiratórias e posturais, entre outras?
O cordão comprime as estruturas cervicais, criando ainda toda uma atitude de defesa do bebé à compressão. Imagine por uns instantes que tem um lenço apertado à volta do seu pescoço que não o deixa chegar à porta pela qual quer sair. É uma das imagens que pode define um cordão umbilical curto na altura do parto. Com a osteopatia podemos remover a tensão provocada pelo cordão e tornar o seu bebé mais saudável.


Bebés "esticados"

Desde que nasci que sou um "bebé esticado". Não gosto de estar naquela posição de bebé, a posição fetal. Sempre que os meus pés sentem algum apoio "coloco-me em pé", estico-me. Se o apoio for nos joelhos ou nas costinhas também serve. Quero ficar assim e não sei porquê. Estou sempre com os joelhos esticados e por vezes tens dificuldade em mudar-me a fralda. Atiro a cabeça para trás e por vezes quase faço a ponte! Parece que é algo reflexo, algo inato em mim. Parece que é a forma involuntária que tenho de me sentir confortável, de responder às tensões que sinto.
Estar sempre "esticado" não é um sinal de que o seu bebé está mais desenvolvido ou de que já quer andar. Pelo contrário. Esta extensão vai dificultar por exemplo o estar na posição de sentado e pelos 5 meses começar a interagir com os seus pés. Muitas vezes é sinal que devido a uma gravidez e/ou parto mais complicados ele tem tensões que não lhe permitem estar confortável.
Com a Osteopatia podemos ajudar o seu bebé a relaxar, devolvendo-lhe a capacidade para assumir, com conforto, outras posturas.


novembro 23, 2018

POSTURA EM VÍRGULA

Hoje convido-vos a olhar, com olhos de ver, para a postura global do corpo do vosso bebé (despidinho). 
O vosso bebé passa grande parte do tempo com uma postura em vírgula para o mesmo lado?
Coloquei a imagem abaixo para que possam perceber melhor o que é uma postura em vírgula. É retirada de um livrinho delicioso (O bebé em suas mãos, de Michèle Busquet-Vanderheyden), que aborda o bebé através das suas cadeias musculares. Embora seja mais dirigido a profissionais, tem uma descrição da massagem das cadeias musculares, muito simples, e que pode facilmente ser executada pelos pais.
Porque surge esta postura? Normalmente pela permanência prolongada do bebé no útero numa posição transversal ou por uma falta de espaço no útero (bebés grandes em úteros pequenos por exemplo). Esta falta de espaço é mais frequente numa primeira gravidez, uma vez que o útero ainda não está tão flexível.
Porque é importante tratar? Normalmente esta postura vem associada a um torcicolo e tende a agravar. Se não for tratada estamos a deixar que a assimetria se instale e que o bebé cresça assimétrico, desarmonioso, desequilibrado.
Qual é o tratamento? O tratamento é realizado por um osteopata/fisioterapeuta com formação em pediatria e complementado pelo trabalho dos pais em casa. Na primeira consulta é explicado aos pais o que podem fazer para melhorar esta postura em vírgula.

novembro 14, 2018

TORCICOLO

Hoje escrevo sobre um tema que tem suscitado algumas questões, o torcicolo dos bebés. Proponho-me explicar em que consiste, esclarecendo as várias nomenclaturas que podem ser utilizadas.
Um torcicolo traduz uma contratura de um famoso músculo da região do pescoço que se chama esternocleidomastoideo. Uma vez que esse músculo é responsável pela inclinação da cabeça para o seu lado e a rotação para o lado contrário, se este músculo está tenso, contraído, vamos observar que o bebé está quase sempre com a cabeça  na posição da imagem abaixo.


O torcicolo mais comum nos bebés é o torcicolo muscular congénito. Congénito porque o bebé já nasce com ele. Existem torcicolos congénitos, menos frequente, em que a causa da alteração muscular é normalmente uma má formação óssea.
No caso dos torcicolos musculares congénitos, podemos ter ou não a presença de uma tumefação, isto é um carocinho no músculo, que aparece poucas semanas após o nascimento e desaparece pelos 3 meses, que traduz uma fibrose muscular. Essa alteração é detetada por palpação, se for grande, ou numa ecografia. Existem várias teorias que procuram explicar o aparecimento desta lesão mas deixo para outro post.
É importante perceber que nem sempre existe esta lesão, mas o músculo apresenta contratura e a cabeça uma posição de inclinação/rotação contrária, com limitação da inclinação/rotação para o lado aposto ao do torcicolo.
Assim, se fizerem uma ecografia e esta for negativa, mas o vosso bebé apresentar esta postura da cabeça e dificuldade no movimento contrário, esses são sinais de alerta que devem motivar o tratamento e o início das medidas de posicionamento e estimulação em casa.
Muitas vezes o torcicolo está associado a uma plagiocefalia, podendo ser causa ou consequência da mesma. Se devido ao posicionamento no útero ou a um parto mais traumático o bebé nasce com uma assimetria da cabeça e/ou face, tendencialmente irá desenvolver um torcicolo posicional/postural, de adaptação à forma da cabeça. Uma plagiocefalia também pode ser uma consequência de um torcicolo muscular congénito. Se o bebé devido à contratura do músculo está sempre apoiado sobre a mesma zona da cabeça, esta começará a aplanar nesse ponto.

O que tinha de mais importante para vos dizer? Seja qual for o tipo de torcicolo que o vosso bebé apresentar, este necessita de tratamento. Não passa sozinho, apenas assume outras formas, canaliza a assimetria para outras zonas do corpo, tornando-se menos percetível.

Marque a sua avaliação para perceber melhor o torcicolo do seu filho e sair com estratégias que pode começar a implementar em casa desde o primeiro dia.

Nem sempre é fácil escrever para um público que vai desde pessoas que não têm qualquer contacto com temas de saúde a especialistas na matéria, procurando não me alongar demasiado porque temos pouco tempo para leituras extensas, mas espero ter esclarecido algumas questões. Fico a aguardar as vossas dúvidas.

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setembro 28, 2018

REFLUXO DEIXA-ME BRINCAR!

Queridos pais,
Volto a escrever-vos sobre este tema que tanto nos incomoda, fazendo um pedido: pede ao refluxo para me deixar brincar. Eu sei que os tapetes, mantas, fraldinhas e demais objetos vão sujar-se mais, e que às vezes posso ficar um pouco enjoado, mas eu preciso de me mover. Não me tentes proteger do refluxo mantendo-me sempre paradinho em locais que me imobilizam, na espreguiçadeira, no berço, no colo,... Como os outros bebés preciso de brincar, de rebolar, de explorar o meu corpo e o que me rodeia. Só assim posso crescer um bebé saudável e tornar-me um verdadeiro atleta, percebes? Vamos escolher juntos os momentos mais indicados, alturas em que não tenha acabado de beber o meu leitinho, mas vamos fazer tummy-time juntos, parece-te bem?Adoro-vos.