julho 12, 2010

Vacina contra o tétano

Hoje escrevo sobre um tema de saúde geral, porque a fisioterapia e a osteopatia promovem a qualidade de vida, mas sem vida não pode haver qualidade.

Durante a infância e adolescência o plano de vacinação é cumprido na medida em que sem as vacinas em dia não é possível fazer matrícula nas escolas. Contudo, terminando a vida escolar, os boletins de vacinas, muitas vezes muito bem guardados em gavetas e caixinhas que nunca abrimos vão amarelecendo, e as vacinas são esquecidas. Vamos de férias para o estrangeiro, fazemos todas as vacinas estranhas mas estamos em atraso no óbvio. 

O tétano é uma doença muito grave e com uma baixa taxa de sobrevivência! De 10 em 10 anos deverá fazer um reforça da vacina, durante toda a vida.
Gastam-se milhões em investigação de novas vacinas, novos medicamentos, novos exames complementares. Passamos horas a "refilar" com o sistema nacional de saúde, mas depois não estamos atentos aos cuidados básicos, que só de nós dependem.
Não deixe para amanhã. Consulte já hoje o seu boletim de vacinas e corra para o seu Centro de Saúde.

julho 08, 2010

Perguntas e Respostas

Por vezes iniciamos pelo mais complexo sem desmontar o simples.
Hoje vou tentar colocar-me no lugar da população em geral e responder a questões simples, que fazem toda a diferença. Mais do que denunciar um sistema que se mantém vivo porque se auto alimenta, porque a todos interessa, tentarei encaminhar quem procura um serviço de qualidade. Sim, vou chocar e dizer o que tem de ser dito. Quem quiser que prove o contrário.

Onde devo fazer fisioterapia?
Esqueça as clínicas que têm acordo com a "Caixa". Deixam muito a desejar, fazem tudo menos fisioterapia. Quem é o culpado? O Estado porque paga mal e por isso não se dá ao trabalho de perceber o que é a fisioterapia; as clínicas porque ainda fazem acordos com o Estado. Interessam a quem não procura cuidar-se mas viver de subsídios e a quem quer a reforma antecipada.
Quem tem ADSE ou outro subsistema de saúde procure um serviço a sério. No final será comparticipado com parte do valor. Só terá de entregar a burocracia toda que eles pedem. Informe-se. Para mais pormenores procure na internet, pergunte na clínica ou escreva-me um e-mail. Poupará dinheiro, tempo e ganhará saúde!

Existem fisioterapeutas especialistas?
Formalmente não, mas os fisioterapeutas acabam por direccionar as suas formações nesse sentido. Quem quer trabalhar em todas as áreas não faz de certeza um bom trabalho. Alguém que trabalha há 10 anos na área da neurologia não sabe fazer um trabalho especializado em ortopedia e vice-versa. Procure fisioterapeutas especialistas.

Como sei se estou a ser bem tratado?
Facilmente perceberá através dos resultados e de toda a envolvência, contudo fica uma dica, se o seu tratamento, no total, demora menos de 30 minutos desconfie. Se faz sempre as mesmas coisas e nem é visto pelo profissional, informe-se, questione, seja exigente no que concerne a sua saúde.

Preciso de fazer tratamentos, onde devo recorrer?
Quando vamos a um médico, escolhemos uma escola para os filhos ou compramos um bolo de aniversário, falamos com os amigos e procuramos referências positivas. Porque não o fazemos com a fisioterapia? Porque colocamos a nossa saúde nas mãos de alguém antes de falar com alguém que conheça o espaço. Informe-se junto de outros profissionais. Se se encontra em Lisboa, Santarém ou Algarve pode sempre pedir-me uma opinião.
Se procura um profissional para realizar tratamentos de RPG pode recorrer aos sites: http://www.itg.com.pt/ ou http://reeducacaoposturalglobal.blogs.sapo.pt/
O futuro desta área depende da exigência dos seus utentes. Como na televisão, quem determina o rumo dos acontecimentos são as audiências. Dê uma oportunidade ao seu corpo e a quem quer fazer um bom trabalho.

Boas escolhas.



junho 15, 2010

Olhando de frente a nossa postura

Apesar de não ter comentários nos últimos posts, acho curioso que alguns fieis leitores continuam a cá vir e por eles eu continuarei a escrever, mesmo em alturas de caos e de falta de tempo, como são as últimas semanas deste mês de Junho. Nas férias terei muito tempo e irei certamente dedicar algum tempo a escrever sobre temas que tenho em mente, mas aos quais ainda não me dediquei.
Hoje tinha vontade de mais uma vez escrever sobre a Fisioterapia, sobre cenas deprimentes que até mim chegam através de colegas, mas fartos de notícias negativas já nós estamos e hoje é um dia de esperança porque até joga a nossa selecção.
Um professor disse em aula uma frase que me ficou na memória, "a nossa postura é a nossa daaptação à gravidade". No fundo o nosso corpo posiciona-se para se adaptar à gravidade, regendo-se sempre por uma lei de economia de esforço.
Muitas vezes oiço as pessoas dizerem, com um certo sentimento de culpa, que têm uma postura péssima. O que acontece é que nós, na sua maioria, não controlamos conscientemente a nossa postura. Ela é o reflexo daquilo que somos, enquanto corpo e enquanto pessoas. Reflecte a nossa relação com o meio, quer seja com a gravidade, com os objectos ou com as pessoas.
Uma vez trabalhando com um jovem de 14 anos dei mais um passo no entendimento da postura e da relatividade das coisas. Este adolescente tinha um postura péssima, mas ele era cerca de 20 cm mais alto do que todos os seus amigos. Como quereria eu que ele andasse recto? Para isso teria de estar sentado enquanto falasse com os demais, ou viver confinado ao mundo dos altos, não comunicando visualmente com os amigos. Questões de resolução não tão simples. Na maioria dos casos a abordagem é complexa e necessita de apoio de um técnico especializado, mas há pequenas coisas que podemos começar já hoje a mudar. Sim, já hoje porque a mudança, segundo alguns impossivel, é na minha opinião lenta, mas possivel.
Deixo-vos com algumas questões sobre as quais todos já pensámos, mas que a inércia ainda não nos ajudou a mudar. Um apelo a que demos uma ajuda consciente ao nosso corpo nesta tão nossa adaptação à gravidade.
  • O seu computador está na sua frente ou está esteticamente colocado de lado?
  • Chega com os pés ao chão, quando está bem sentado na cadeira da sua secretária ou necessitará de um pequeno apoio para os pés?
  • A sua almofada é de tal forma alta que em vez de servir de apoio à cabeça é ela que determina a posição da cabeça?
  • Continua a "enrolar" a sua coluna para a frente, em vez de flectir (dobrar) os joelhos quando quer levantar objectos?
  • Carrega objectos pesados afastados do tronco?
  • Quando escreve no computador sente como se tivesse "mergulhado" em cima do teclado e do rato?
  • Nunca mais fez os tais exercícios que o seu fisioterapeuta lhe indicou?
  • Ainda não iniciou a sua prática desportiva?
Não deixe para amanhã o que pode fazer hoje. Força!

maio 29, 2010

Juntos contra o caos na fisioterapia

Estive a rever posts mais antigos e deparei-me com alguns comentários recentes. Agradeço os comentários de todos e prometo ficar mais atenta ao que vão escrevendo nos posts em arquivo.
Curioso, o post mais comentado, de longo, foi aquele em que falei sobre o caos na fisioterapia. Por um lado é positivo porque nos preocupamos com a profissão e isto nos destabiliza e nos faz falar, desabafar, gritar. Por outro lado, é sinal que a profissão está mesmo com problemas e que estamos a deixar que este pessimismo nos envolva, nos afunde.
Gostaria de pegar em toda esta energia e convidar todos os que por aqui passam a assinar uma petição dirigida à Assembleia da República a pedir para que o assunto de tornar a Associação Portuguesa de Fisioterapeutas numa Ordem seja debatido.
Depois de tanto falarmos agora existe algo concreto a fazer. Quem estiver interessado envie-me um e-mail que eu reencaminho a petição. Vamos acabar com os vazios legais, com as clínicas de encher chouriços, vamos provar que somos profissionais dedicados, que sabemos fazer diagnóstico em fisioterapia e que sabemos trabalhar em equipa, numa equipa em que todos participam e são ouvidos. O convite é para fisioterapeutas e público em geral, que também tem tudo a ganhar com um pouco de ordem e regulamentação nesta profissão linda, mas tão mal tratada.
Um bom fim-de-semana para todos!

maio 21, 2010

Introdução ao tratamento visceral


Faltando sugestões, terei de continuar a escrever sobre o que acho que vos poderá interessar. Correndo o risco de escrever sobre temas que a ninguém interessam. Contudo, a informação é sempre útil, digo eu, alguém completamente viciado em informação só pelo prazer que esta me dá. Desde já partilho a minha dificuldade em tornar este post acessível a todos e ao mesmo tempo interessante para todos, se me entendem.
Vira-se uma nova página na minha formação e começo agora a mergulhar no tratamento visceral. Para os mais cépticos uma pequena explicação, os nossos órgãos vivem, como os nossos músculos, ligamentos, ossos, fáscias, de sangue que lhes chega (vascularização), através do qual recebem alimentação e informação hormonal, recebem ordens do sistema nervoso (inervação) e possuem ainda uma extensa rede de vasos linfáticos que entre outras funções facilitam a chegada das nossas defensas (glóbulos brancos) onde estas são necessárias. Todo um metabolismo que permite que cada órgão realize a função para a qual foi concebido e se relacione com os demais. Facilmente se perceberá que uma obstrução na chegada de inervação ou vascularização, mais ou menos próxima, vai interferir com o funcionamento desse órgão. Ora vejamos um exemplo muito simples, o nosso sistema nervoso autónomo divide-se em sistema simpático, aquele que nos prepara para a acção, para a “luta” e um sistema parasimpático, reparador, que privilegia o acção visceral e nos permite relaxar. A inervação parasimpática do nosso estômago é da responsabilidade do X par craniano, o nervo vago. Para quem não percebe nada destas coisas o nervo Vago tem origem no crânio. Desde que sai até que chega ao estômago percorre um longo trajecto. Se houver pelo caminho um “acidente” esta informação não chegará ou chegará incompleta. E em que consiste este trabalho visceral? Consiste em avaliar e perceber o que se está a passar com cada visceral. Tão simples como complexo e eficaz.
É verdade, essa dor nos seus trapézios superiores (músculos que ligam o pescoço aos ombros) poderá estar relacionada com a sua dor de estômago e com as digestões difíceis. Sim, há algo mais que poderá fazer para diminuir as tensões que sente no seu abdómen.
E o mundo que era limitado torna-se cada vez mais amplo, e tudo se relaciona com tudo desde que o conhecimento e a razão estejam aliados a um busca entusiástica das relações e em última instância da melhoria da qualidade de vida dos que por nós passam.
Enquanto não houver sugestões da vossa parte, escreverei um pouco mais sobre este tema tão apaixonante.

abril 27, 2010

Questões, Dúvidas e Reflexões

Caros leitores,
Há algum tempo que decidi escrever este post. Há algum tempo que desejo que este blog seja mais nosso do que meu.
Ando a bater às portas, será que as tenho conseguido abrir?
Até que ponto são importantes as questões abordadas? Até que ponto respondem às vossas dúvidas e às minhas?
Assim, enquanto outras questões mais pertinentes não baterem à minha porta, gostaria de escrever posts sobre temas sugeridos por aqueles que me mantém a escrever: os números anónimos de pessoas que continuam a abrir esta porta, o blog AllFisio.
Conto com as vossas Questões, Dúvidas e Reflexões.

abril 11, 2010

Remédio para todos os males

Trabalhar na área da saúde: um privilégio

Caros leitores, hoje escrevo para todos os técnicos de saúde, fisioterapeutas, enfermeiros, farmacêuticos, médicos, psicólogos,...
Quando paro e penso no meu trabalho considero-me uma privilegiada. Quem trabalha em saúde tem o privilégio de assistir à caminhada do ser humano em momentos marcantes da sua existência. No dia a dia somos como cebolas andantes, cheias de capas e máscaras. No entanto, quando estamos doentes, baixamos todas as armas, todas as defesas e somos nós, para o bem e para o mal. Quem trabalha na saúde "bebe" o ser humano em todo o seu esplendor, em toda a sua verdade. É a vida a saltitar.
Ao longo do tempo tenho começado a perceber algo de mágico que os doentes sentem em momentos de gravidade. Uma serenidade, um bater contra a parede que lhes revela o segredo da vida, que os faz tomar consciência, que os faz apreciar o belo, o verdadeiro, o essencial. Cria-se um fosso entre os que sofrem este abanão e os seus próximos. E nós, profissionais de saúde, estamos presentes. Podemos ser espectadores desatentos ou alunos da vida.  E para aqueles que lidam diariamente com a vida e a morte, uma mensagem, uma palavra de coragem: mais do que ser heróis do impossível, muitos doentes esperam de nós o conforto, o carinho e um sorriso nos seus últimos momentos de vida.
Procuremos ser humildades e sedentos de aprender, com os nossos pacientes e a nossa vida terá certamente muito mais cor.
Um agradecimento muito grande a todos os meus pacientes que comigo vão partilhando e me ensinam a viver.

março 31, 2010

Intervir: porquê e para quê?

Podendo já o ter abordado em algum momento e correndo o risco de me repetir, hoje dedico este pequeno post a um tema de grande importância e que mais do que informar tem como objectivo motivar uma reflexão séria.
Gosto muito, e considero importante realizar tratamentos pre-operatórios, isto é, sessões com um objectivo de melhoria da condição de uma articulação para depois ser submetida a uma intervenção cirúrgica. É importante e facilita o pós-operatório. No caso de uma ligamentoplastia, o facto de um joelho ir mais forte, mais estável, com melhor mobilidade facilita a reabilitação após a intervenção. É igualmente um momento de preparação psicológica e de ganho de confiança. Permite ao doente perceber o que se vai passar a seguir e  dominar os exercícios que numa primeira fase terá de realizar. Contudo, deixa-me um pouco frustrada quando inicio determinados tratamentos convencionais, com o objectivo de evitar uma cirurgia e o doente já vem mentalizado para a intervenção. Quer ser operado e não investe num processo que o poderia retirar do bloco operatório. 
Primeira grande questão, se o objectivo é impedir a cirurgia é necessário que se esteja de corpo e alma, porque isso influência grandemente o sucesso dos tratamentos. Segundo, numa era em que a alteração do estilo de vida é uma proposta inevitável assim como o acolhimento proactivo das recomendação e exercícios a realizar em casa, não estar a 100% significa que não se está disposto a entrar na corrida contra o problema. 
Perguntam vocês nesta fase o que tem tudo isto a ver com o título do post. Na minha humilde opinião, muitas das cirurgias realizadas em ortopedia poderiam ser evitadas com um bom tratamento e o investimento pessoal do doente de que falo atrás. Uma cirurgia não é, ao contrário do que muitas pessoas pensam, a certeza que tudo vai ficar bem. Uma intervenção cirúrgica não é um procedimento inócuo. Tem muitas implicações na saúde em geral porque vamos intervir num corpo que tem uma capacidade incrível de auto-regeneração. Quando entramos modificamos o meio e alteramos as leis do jogo. Assim sendo, a cirurgia deve ser em muitos casos, a última opção. 
É necessário pesar bem os prós e os contras e descartar as soluções mais inócuas. No caso da coluna, porque operar uma escoliose de um adolescente se este não tem dores nem esta comprometido o funcionamento de orgão algum? Fixar vértebras e vértebras para quê? A seguir a fisioterapia pouco poderá fazer para aliviar as dores que vão aparecer por anularmos algumas articulações intervertebrais deixando outras a trabalhar demais para compensar. Porque operar todas as hérnias discais? Algumas delas estiveram presentes tanto tempo sem sabermos. Um dia tivemos uma crise, fizemos um exame e pronto, temos de acabar com ela. Se após os tratamentos, ficarmos sem dor, com a sensibilidade e acção motora normal  porque operar? Quantas vezes alguns anos após a remoção de uma hérnia esta volta a aparecer noutro sítio?

Permitam-me uma crítica social, uma crítica a uma sociedade na qual me incluo e pelo qual também tenho o direito de criticar. Queremos tudo rápido, tudo simples, tudo fácil. A reabilitação exige o nosso tempo, o nosso dinheiro, o nosso esforço. Como eu costumo dizer aos que por mim vão passando, é uma maratona, não uma corrida de velocidade. Será que vale a pena?

Quantas catástrofes o Homem já provocou por tentar alterar a natureza? O nosso corpo faz parte da natureza. É necessário resistir à tentação de provocar alterações que não saberemos controlar.

março 17, 2010

As linhas da globalidade - RPG


Na semana passada estive numa formação avançada de RPG articular com o próprio mestre Philippe Shouchard o que me motivou a escrever. 
Uma fotografia vale mais do que mil palavras, sem dúvida. Esta imagem é de um pescador de Tavira que numa tranquila tarde de domingo tenta "desembaraçar" as suas cordas. A natureza, o Homem nas suas actividades traz-nos imagens excelentes para explicar a realidade. A intuição do senso comum em todas as suas limitações é um grande ponto de partido para a ciência.
Uma lesão ocorre no nosso organismo. O nosso corpo, munido de autonomia tenta a toda o custo fazer adaptações para impedir que todas as lesões cheguem ao consciente. Se cada um de nós tivesse percepção de todas as agressões diárias a vida seria impossível. Seria demasiada informação a processar e a gerir. Morreriamos de stress. O corpo protege as suas hegemonias (funções vitais) e só quando já não consegue mais esconder carrega no botão da dor e informa o sistema central de que o problema fugiu do seu controle. Exactamente como no funcionamento de uma empresa. Os funcionários vão resolvendo os pequenos problemas diários, reportando apenas à Direcção os problemas "major".
O que acontece é que nessa altura a lesão já se transformou numa emaranhada corda de pesca. Não basta tirar um nó, é necessário pesquisar, perceber o trajecto da corda na sua globalidade. Esse é o trabalho a que a RPG se propõe.
No Verão seguinte a ter terminado o curso estive a trabalhar numa clínica de Vila Real de Santo António e guardo com carinho algumas expressões: "parece que tenho aqui uma linha que vai por aqui e por aqui e por aqui"; "melhorei deste ombro mas agora a dor saltou para o outro".
Há muito tempo que o senso comum o sabe, quanto tempo demorará o sistema a reconhecê-lo?
Quando deixaremos de funcionar numa base reducionista de entrar numa clínica para tratar um pulso sem perceber que o aparececimento de uma dor no ombro desse lado tem relação e tem de ser tratado, investigado? Os valores que os seguros, as ARS, a ADSE pagam por tratamento de fisioterapia, a inexistência de entidades que regulem a qualidade dos serviços prestados pelas clínicas e todos os profissionais da reabilitação, o deficitário trabalho em equipa, o desconhecimento das chaves que cada um dispõe para resolver o problema do doente, entre outros, são graves ameaças a que se produza um trabalho de qualidade.